quarta-feira, 7 de junho de 2023

Qumran e Apocalíptica: O Que Já Se Sabe?

 


Manuscrito mais misterioso do mar Morto narra a saída de Noé após o dilúvio.

Museu mostra pela primeira vez o mais frágil pergaminho milenar encontrado nas cavernas de Qumran. É uma cópia do “Gênesis” escrita em primeira pessoa.

Fragmento do 'Gênesis apócrifo', que pode ser visto pela primeira vez desde sua descoberta em 1947 no Santuário do Livro de Jerusalém.  
ODED BALILTY (AP)


Fragmento do 'Gênesis apócrifo', que pode ser visto pela primeira vez desde sua descoberta em 1947 no Santuário do Livro de Jerusalém.



O Museu de Israel exibe pela primeira vez o Gênesis apócrifo, um dos manuscritos do Mar Morto que até agora havia permanecido guardado na câmara climatizada construída expressamente para abrigar os delicados manuscritos encontrados nas cavernas de Qumran, de mais de 2.000 anos de antiguidade e a que só os conservadores do museu têm acesso.

O pergaminho agora exposto é um dos textos mais misteriosos dos sete primeiros manuscritos do Mar Morto encontrados em 1947 em uma caverna do deserto da Judeia. “Era de longe o documento em pior estado, por isso até agora foi impossível mostrá-lo”, disse na segunda-feira o conservador Adolfo Roitman, diretor do Santuário do Livro.

Datado do século I antes de Cristo e escrito em aramaico, vai do capítulo 5 ao capítulo 15 do Gênesis. Uma parte da Bíblia que fala de Abraão e Noé, mas contada com diferenças significativas, por isso é considerado um texto apócrifo. Seu conteúdo não faz tremer as bases do Vaticano — que considera os manuscritos do Mar Morto de interesse universal —, mas se presta a ser objeto de novas teorias da conspiração para colocar em dúvida o texto Bíblico. “É sem dúvida uma cópia muito antiga de um texto original. Os traços da escrita são feitos com muito esmero, sem erros e isso nessa época só era possível se o documento a ser copiado estivesse diante do copista”, diz Roitman. No pergaminho, que pode ser visto em Jerusalém, é narrada a passagem do fim do dilúvio universal.

Diferentemente do Gênesis — que narra que Noé sai da arca com sua família e a primeira coisa que faz é erigir um altar e fazer um sacrifício a Deus — o manuscrito conservado na Cidade Santa conta como Noé faz o sacrifício dentro da arca. “De um ponto de vista histórico também faria sentido porque se estamos falando da destruição que arrasou a terra, o sacrifício teria sido feito para assegurar-se de purificar o exterior”, diz Roitman ao lado do escaparate que contém o texto. Além disso, os fragmentos do Gênesis apócrifo não são narrados em terceira pessoa, é o próprio Noé quem conta a história.

Fragmento do manuscrito agora exibido em um escaparate em Jerusalém.
Fragmento do manuscrito agora exibido em um escaparate em Jerusalém.LOURDES BAEZA

Sua enorme deterioração confundiu os especialistas durante décadas. Por isso nem sequer pôde ser digitalizado para consulta online. Das 22 colunas que o compõem, as melhor conservadas são as últimas, da 18 a 22. “Tem sua lógica porque ao permanecer enrolado, os caracteres do final do rolo são os que ficaram menos expostos à luz e à umidade”, explica Roitman. São os únicos fragmentos desse pergaminho que foram exibidos brevemente em 1955, no edifico Terra Sancta em Jerusalém, quando o à época primeiro-ministro de Israel, Moshe Sharett, anunciou que o Estado israelense havia comprado os quatro manuscritos perdidos que faltavam dos sete encontrados na chamada Caverna 1 de Qumran.

Decomposição:

Os especialistas lidaram durante anos com a decomposição aparentemente imparável desse texto. Ao contrário de outros rolos encontrados na mesma caverna, esse manuscrito é um pergaminho, não um papiro, e sua tinta parece ser o que o faz tão frágil. “É composta por uma liga de carvão e resinas, como a tinta dos outros rolos, mas a do Gênesis apócrifo também contém cobre, o que faz com que seja especialmente sensível à luz. Temos fotografias em que essa deterioração é vista ao ser comparado o estado atual com o estado em que estava em 1955, quando o professor James Bieberkraut trabalhou nele pela primeira vez”, diz o conservador.

Bieberkraut foi o primeiro especialista em Israel que se encarregou da conservação dos rolos. Mas à época não se sabia que esse pergaminho é especialmente sensível à luz. Tanto que nem mesmo resistiria caso fosse exposto no Santuário do Livro, nas mesmas condições do restante dos documentos de Qumran. Por isso, para essa exposição os especialistas criaram um escaparate especial coberto com um vidro inteligente. O vidro é composto por duas camadas que permitem a passagem de um feixe de luz entre elas de maneira que, quando se aperta um botão, o pergaminho se torna visível durante somente 30 segundos, mas nunca é iluminado diretamente. O escaparate contém um chip que registra constantemente as condições ambientais.

“Os outros manuscritos são exibidos por partes. Mostramos um trecho diferente deles a cada três meses, assim asseguramos sua preservação. Mas com o Gênesis apócrifo não podemos fazer isso porque se desintegraria. Por isso essa ocasião para vê-lo é única”, diz Roitman. Os fragmentos serão expostos até julho. Depois, voltarão a dormir na câmara onde estiveram por mais de 50 anos.

Périplo mundial até Jerusalém.

O Museu de Israel desvela fragmento desconhecido dos Rollos do Mar Morrido
O Museu de Israel desvela fragmento desconhecido dos Rollos do Mar Morrido

Os Manuscritos do Mar Morto são quase 1.000 pergaminhos e papiros escritos em aramaico e hebraico em onze cavernas das quase 300 inspecionadas em Qumran, no deserto da Judeia, na Cisjordânia, entre 1947 e 1956.

O Gênesis Apócrifo faz parte dos primeiros sete manuscritos encontrados em 1947 na chamada Caverna 1 por pastores beduínos da tribo dos Tamireh. Ao jogar uma pedra em um buraco e notar um som estranho decidiram retornar ao local preparados para escavá-lo. Encontraram dez potes de barro fechados e em um deles havia três manuscritos enrolados. Em outra visita ao local, descobriram outros quatro manuscritos e acabaram vendendo-os a vários comerciantes de Belém.

Um professor da Universidade Hebraica, Eleazar Sukenik, comprou três deles e os outros quatro foram adquiridos pelo arcebispo Athanasius Yeshue Samuel do Monastério siríaco ortodoxo de Jerusalém, que pagou 100 dólares (330 reais) pelo lote. Quando explodiu a guerra após o nascimento do Estado israelense, o prelado fugiu com seus manuscritos aos Estados Unidos via Beirute. Lá os colocou inicialmente à venda por um milhão de dólares (3,3 milhões de reais), mas ninguém os comprou. "Sua antiguidade não estava clara, a soma era muito elevada e o medo de que fossem exigidos por Israel ou pelos palestinos atrapalhava a venda", diz Adolfo Roitman, Diretor do Santuário do Livro do Museu de Israel.

Por fim o arcebispo colocou um anúncio no Wall Street Journal diminuindo o preço e o arqueólogo Yigael Yadin os comprou secretamente para o Estado de Israel por 250.000 dólares (825.000 reais), uma compra que o primeiro-ministro israelense Moshe Sharett anunciou em fevereiro de 1955.









terça-feira, 9 de maio de 2023

Hebreus 4:12 - A ética a moral e a consciência humana.



 Hebreus 4:12 - A ética e a moral na consciência humana.

POR REINALDO CARLOS.


A dualidade textual revela-nos a intenção do autor em nos informar que, existem duas áreas que necessitam estar ajustadas como condição do nosso modus vivendi e a percepção do sistema em nossa volta. Quando relacionamos essa dualidade, vemos que uma se adequa ao nosso consciente como um professor que nos ministra vinte e quatro horas por dia desde a nossa compreensão de mundo, e vemos também que, outra se adequa à forma de conduta e caminhada na questão das relações humanas. 

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4:12.
 
O ponto de partida do autor é a palavra de Deus, e seu alvo são os crentes que estão retornando às práticas do judaísmo, esses crentes sofrem com a pressão daqueles mesmos grupos que apedrejaram e mataram Estevão, o primeiro mártir da igreja, Atos 7: 1-60. 
O autor os convida para uma reflexão sobre esse retorno e se de fato eles não estavam sucumbindo muito depressa aos ataques daqueles que, de forma nenhuma aceitavam a inauguração de uma Nova Aliança, esses grupos, segundo o próprio autor, não se conformavam com a implantação de uma nova crença em que os velhos rituais da Lei não mais se encaixavam, dessa forma, tentaram de tudo, inclusive sugerir o processo de circuncisão como e uma entrada no judaísmo para, a partir dai, seguir essa nova crença que, mais uma vez, segundo Atos, só crescia e se multiplicava, atingindo até àqueles que ministravam o sacerdócio na casa de Deus.

 E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé. Atos 6:7.

O Princípio de tudo, a ética.

Fiquemos com a PALAVRA e a partir dela, vamos entender a dualidade de Hebreus 4:12.

O que é ÉTICA? Aqui, vou tratar ética do ponto de vista bíblico, pois, esta postagem tem como referência a Palavra de Deus, uma abordagem madura sobre o que é ética seria prontamente respondida como a valoração de preceitos que regem e determinam a convivência social, dessa forma, a Bíblia nos revela que Deus é um Deus ético e que deseja que a criação seja também ética, dessa forma o cria segundo sua imagem e semelhança. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27. 















quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Esboço do Evangelho Segundo João.


  

ESBOÇO DA BÍBLIA PLENITUDE.

João (Abrev.: Jo).
Autor: Apóstolo João.
Data: Cerca de 85 dC.

Autor:

A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20), que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17.1; Mc 13.3). De acordo com escritores cristãos do séc. I , João mudou-se para Éfeso, provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC, onde continuou seu ministério.

Data:

A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc. I. Na falta de provas substanciais do contrário, a maioria dos eruditos aceitam esta tradição.

Conteúdo:

Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos, ele escolheu não seguir a sequência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. Nesse caso, eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. O esquema amplo é o mesmo, e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares, João tem discursos extensos; 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos, João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”; 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa, ao invés de uma, conforme citado nos Sinóticos; 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos.

João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps. 2-12 dão uma visão de seu ministério público, enquanto os caps. 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. Em 1.1-18, denominado “prólogo”, João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus, sua divindade e essência, bem como sua encarnação.

Cristo Revelado:

O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. Para João, a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o "Cordeiro" de Deus (1.29), ele procurou a redenção da humanidade; 2) Através de sua vida e ministério, ele revelou o Pai. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. Na verdade, os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”, testemunham a missão divina do Filho de Deus.

O Espírito Santo em Ação:

A designação do Espírito Santo como “Confortador” ou “Consolador” (14.16) é exclusiva de João e significa literalmente. “alguém chamado ao lado”. Ele é “outro consolador”, isto é, alguém como Jesus, o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. Seria um grave erro, entretanto, compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. Ao contrário, João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Em relação ao mundo exterior de Cristo, ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8-11). A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.6). Como, em essência, Deus é o Espírito, aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente, isto é, conforme comandado e motivado pelo ES (4.24). Além disso, em antecipação do Pentecostes, o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20.21-23).

João revela a função do Espírito Santo em continuar a obra de Jesus, guiando os crentes e a um entendimento dos significados, implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14.12). Aqueles que creem em Cristo hoje podem, assim, enxergá-lo como um contemporâneo, não apenas como uma figura do passado distante.

Esboço de João:

Prólogo 1.1-8.

I. O ministério público de Jesus 1.19-12.50.

Preparação 1.19-51.
As bodas em Caná 2.1-12.
Ministério em Jerusalém 2.13-3.36.
Jesus e a mulher de Samaria 4.1-42.
A cura do filho de um oficial do rei 4.43-54.
A cura de um paralítico em Betesda 5.1-15.
Honrando o Pai e o Filho 5.16-29.
Testemunhas do Filho 5.30-47.
Ministério na Galileia 6.1-71.
Conflito em Jerusalém 7.1-9.41.
Jesus, o bom Pastor 10.1-42.
Ministério em Batânia 11.1-12.11.
Entrada triunfal em Jerusalém 12.12-19.
Rejeição final: descrença 12.20-50.

II. O ministério de Jesus aos discípulos 13.1-17.26.

Servir— um modelo 13.1-20.
Pronunciamento de traição e negação 13.21-38.
Preparação para a partida de Jesus 14.1-31.
Produtividade por submissão 15.1-17.
Lidando com rejeição 15.18-16.4.
Compreendendo a partida de Jesus 16.5-33.
A oração de Jesus por seus discípulos 17.1-26.

III. Paixão e ressurreição de Jesus 18.1-21.23.

A prisão de Jesus 18.1-14.
Julgamento perante o sumo sacerdote 18.15-27.
Julgamento perante Pilatos 18.28-19.16.
Crucificação e sepultamento 19.17-42.
Ressurreição e aparições 20.1-21.23.
Epílogo 21.24-25.

Fonte: Bíblia Plenitude.




https://scholarsgateway.com/parse/%D7%94%D6%B7%D7%92%D6%BC%D6%B6%D7%91%D6%B6%D7%A8

sábado, 3 de outubro de 2020

Esboço do Evangelho Segundo Marcos.

Esboço do Evangelho Segundo Marcos.  

                                        A História Bíblica:

O Evangelho de Marcos é um dos quatro evangelhos na Santa Bíblia e é o segundo livro em ordem cronológica apresentado no Novo Testamento. Marcos (João Marcos era o seu nome completo) era um amigo de Simão Pedro, um dos 12 apóstolos que seguiram Jesus Cristo durante o Seu ministério público na terra. Pedro foi o nome dado a Simão por Jesus pessoalmente (Marcos 3:16). Pedro era muito próximo de Jesus e depois da crucificação de Jesus na cruz romana foi um dos fundadores da igreja Cristã primitiva. Apesar do livro ter sido escrito por Marcos, acredita-se que os fatos aqui registrados são as narrativas de Pedro durante o seu ministério com Jesus. O consenso entre os estudiosos é que o livro de Marcos foi escrito entre 50 e 60 D.C. O autor é mencionado várias vezes no Novo Testamento, começando no livro de Atos, capítulos 12 e 13, em Colossenses 4:10 e finalmente em 2 Timóteo 4:11. O livro de Marcos foi provavelmente escrito na Itália, e talvez em Roma. Esse livro tem 16 capítulos e é o mais curto dos quatro evangelhos. No entanto, os detalhes dos eventos e milagres de Jesus nesse livro são consistentes com os outros três evangelhos: Mateus, Lucas e João.


O Evangelho de Marcos: O Esboço e a Estrutura:

O Evangelho de Marcos é dividido em sete seções que descrevem a vida e o ministério de Jesus Cristo. O primeiro capítulo começa com uma citação de Isaías, um profeta do Velho Testamento, e João Batista, o qual profetizou sobre a vinda do Messias.
Esse capítulo também detalha o batismo e a tentação de Jesus. O começo da segunda seção do livro descreve o momento quando Jesus convida Simão Pedro e seu irmão André para fazerem parte do Seu ministério juntamente com mais dez discípulos (Marcos 1:14-20). Jesus começa a executar milagres durante a segunda seção do livro (veja Marcos 1:21), conhecida também como o seu Ministério Galileu pelo versículo 6:29. Seção três descreve a saída de Jesus e Seus discípulos da Galileia e o milagre de alimentar 5000 pessoas com cinco pães e dois peixes (Marcos 6:37-44).

 Esse capítulo também descreve o milagre de Jesus andando sobre as águas (Marcos 6:49), a confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (Marcos 8:29) e a transfiguração (Marcos 9:2-5). Na última parte dessa seção, Jesus prediz Sua morte e ressurreição (Marcos 9:32). Seção quatro, começando com o versículo 9:33, cobre o período quando Jesus vai até Cafarnaum e prega aos Seus discípulos sobre quem é o maior (Marcos 9:36) e vários outros assuntos. Jesus então vai até a Judeia na seção cinco, começando com o capítulo 10.

Lá, Ele ensina sobre vários assuntos, executa o milagre de restaurar a visão de um homem cego que demonstra fé (Marcos 10:52) e novamente prediz a Sua morte e ressurreição aos Seus discípulos (Marcos 10:33, 34). Capítulos 11 a 15 começam com sua entrada triunfal em Jerusalém montado em um jegue (Marcos 11:1-11). Em Jerusalém, Jesus ensina muitas lições ao responder várias perguntas, ao contar parábolas e ao dar advertências às pessoas. A Santa Ceia é mencionada várias vezes nos versículos 14:17-26. Jesus então é preso, julgado e crucificado na cruz. A última seção do livro de Marcos detalha a ressurreição de Jesus Cristo do túmulo.


O Evangelho de Marcos: Qual a importância?

O Evangelho de Marcos apresenta muito fatos e lições importantes.
Primeiro, esse livro claramente estabelece que Jesus Cristo é o Messias profetizado no Velho Testamento.
Segundo, esse livro prova que Jesus era o que clamava ser: o Filho de Deus que viveu uma vida sem pecado e perfeita.
Terceiro, o Evangelho registra os milagres de Jesus sobre a natureza (acalmando a tempestade em 4:37-41; andando sobre as águas em 6:48-51; e a figueira cujas raízes secaram em 11:12-14).

Outros milagres foram a cura de muitas pessoas, incluindo a sogra de Pedro (1:30-31), o homem paralítico (2:3-12), a mulher com hemorragia (5:25-29) e o mudo e surdo (7:31-37). Jesus também demonstrou poderes milagrosos sobre a morte ao ressuscitar a filha de Jairo (5:37-39). O fato mais importante no Evangelho de Marcos é a evidência de que Jesus Cristo venceu o poder da morte através de Sua ressurreição do túmulo.

 Ele provou que não há qualquer poder maior que Ele, que Ele tem a autoridade de perdoar pecados, e que Ele é o Único Filho de Deus. Por último, Jesus dá instruções perfeitas sobre como Deus quer que as pessoas vivam, respondam a circunstâncias difíceis e façam decisões sobre o futuro e eternidade. Alguns exemplos incluem ter fé (Marcos 2:5), substituir medo com confiança (Marcos 4:40), acreditar no poder de Deus (Marcos 5:36), seguir a Cristo (Marcos 8:35), compreender a vontade de Deus (Marcos 9:35) e sacrifícios (Marcos 10:21). Cada palavra falada e escrita nesse Evangelho pode ser aplicada à vida de uma maneira prática. Claro que um resumo desse Evangelho destaca apenas as partes mais importantes do texto atual e não pode servir como um substituto. Gostaríamos de encorajar você a ler o Evangelho de Marcos para aprender mais sobre Jesus Cristo.