O Que é Introspecção?
É um esforço de auto-observação interior. (fiquemos apenas com essa curta definição).
Como se trata de um esforço, a consciência do indivíduo precisa de um tempo para codificar a informação recepcionada. Em tempos de agendas lotadas, essa possibilidade quase sempre é descartada, dessa forma, as atitudes sempre caminham na contramão da observação e por conseguinte, na resolução das questões.
A mente precisa de um tempo para codificar o que recebe, isso se apresenta na forma de meditação, é deixar o interior ser preenchido com a informação para depois então analisar e dar seguimento ou não.
Enquando estiver ministrando, encaixarei os versos bíblicos na ministração, esse assunto possibilita usar a Palavra de Deus em todo seu conteúdo, sendo a Bíblia uma perspectiva de mudança de mentalidade.
Perceba o ser humano em sua forma descritiva em relação aos pensamentos, perceba também a divisão das faculdades da alma e do espírito, nesse ponto há a necessidade de estabelecermos para qual área a informação chegou. Parece algo de difícil compreensão, porém, essa atitude faz toda a diferença. Vejamos o nosso caso específico como, espero, leitores contumazes da Bíblia, recebemos informações o tempo inteiro, essas informações em forma de narrativas nos levam para o caminho da reflexão, quando estamos diante da narrativa por exemplo, de Abraão quando leva Isaque para o Monte Moriá, quem conhece a história já sabe o final, agora imagine uma pessoa tendo contato pela primeira vez com essa narrativa, que tipo de sensação pode desencadear nessa pessoa até o desfecho dessa narrativa de Gênesis 22? Por esse motivo chamo de "valor introspectivo", por se tratar de algo que reflete um grau enorme de importância em nossas vidas.
Como se dá o conhecimento? São três as fontes, a saber:
1 - Herança; 2 - Pesquisa, 3 - Revelação.
Essa perspectiva é inerente a todo ser humano sem distinção, as variações não serão tratadas nesse artigo, se assim fosse teria que explorar a mentalidade ocidental e a oriental, essa não é a intenção primária aqui.
Voltemos para a recepção da informação e em que área ela foi recepcionada.
As três faculdades da alma são:
1 - Intelecto.
2 - Sentimento.
3 - Vontade.
As duas faculdades do espírito são:
1 - Consciência,
2 - Fé. (abro um parêntese na fé faço uma extensão para a adoração e devoção).
Penso eu que, agora você já está apto a discernir as fontes do aprendizado, bem como as faculdades da alma e do espírito, cito aqui, espírito do homem.
A meditação fará com que você perceba em que área a informação foi recepcionada, agora sim vamos acrescentar um texto ao que já foi ministrado.
E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16,17.
Se pensarmos que o homem nessa passagem faz referência ao casal, podemos fazer uma análise mais profunda da informação recepcionada pelos dois, essa verdade é melhor compreendida quando acessamos o capítulo três do mesmo Livro, deixando claro que, não se trata da explicação em relação à queda, mas sim, de como Deus resolveu o problema da desobediência do homem.
A mulher:
Vamos direto ao ponto da informação recepcionada pela mulher. No capítulo dois o casal está junto e recebem juntos o imperativo de Deus, isso por si só, bastaria para que o casal sequer pensasse em chegar próximo ao local da árvore do conhecimento do bem e do mal, creio que havia uma distinção entre essa árvore e as outras presentes no Jardim do Éden. Certamente morrereis, não é algo que se informa sem peso de consequência grave, muitos expositores bíblicos citam a questão da inocência como resultado da desobediência, essa abordagem é perigosa, visto que o casal vivia plena consciência de tudo o que lhes foi apresentado por Deus, esse estado consciente do homem, o torna capaz de entender a possibilidade da gravidade no que tange à desobediência, perceba que, quando Deus, na viração do dia procura o casal, este já se achava consciente de que havia pecado.
Certamente não morrereis:
É a contrainformação. Em tempos de guerra diríamos que é uma estratégia para confundir o inimigo!
Eva, no episódio da conversa com a serpente já recebeu uma mensagem anterior que produz um efeito na relação Espírito/espírito, não é uma mensagem qualquer, a referência é o distanciamento do espírito de Eva em relação ao Espírito de Deus, quanto mais longe, menos interferência, quanto menos olharmos para Deus e suas advertências contra o inimigo, mais nos tornamos presas fáceis para as suas argumentações, façamos um movimento introspectivo na questão da queda e suas implicações, principalmente, na natureza, nos parece que o dano causado pela queda ainda não faz parte do pensamento humano, bem, isso se explica pois, a queda também afetou a mente humana, outrora totalmente capaz de compreender, não só a verdade como também, discernir essa verdade sem a possibilidade de distorções.
O conceito do bem e do mal navega nas águas da filosofia, da ética e da religião, esse é um movimento importante, pois, trata não somente da condição humana como também, de como essa condição pós inocência se torna perceptível na raça humana, adiantando um pouco a postagem, falo de Moisés no Monte Sinai recebendo a Lei que entre outras coisas, regulamentava essa dicotomia, parece que a Lei mexe no que o homem moderno chama de "livre-arbítrio".
O ser criado pode escolher entre essas duas realidades e, segundo alguns historiadores, o mal somente se define como a ausência do bem, nesse ponto Santo Agostinho argumenta que isso se deve ao mau uso do livre-arbítrio.
O Apóstolo Paulo em Romanos 7:19, trata desse conflito, há uma tensão entre os dois, parece um cabo de guerra! Na queda a consciência humana faz com que o casal se esconda de Deus, bem, isso revela que, havia um incômodo no coração do casal em relação ao ato praticado.
O mais interessante nessa questão da queda é que me parece que Moisés não trata de fazer um apanhado geral da queda, o Patriarca trata de demonstrar como Deus resolveu o problema Gn: 3:15.
Isso não diminui o peso das implicações.
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